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Palestra e pintura mediúnica
José Medrado
 
Índice
 
Todos os anos o CEMA fica em festa para receber o médium e orador espírita José Medrado, que vem da Bahia especialmente para comemorar o aniversário do CEMA, realizando duas palestras seguidas de pintura mediúnica.
No dia 10 de junho, quinta-feira, Medrado aproveitou a proximidade do Dia dos Namorados para refletir sobre o amor em todas as suas nuances. Contou casos sobre casais e seus relacionamentos conflituosos, mostrando que o amor deve superar as dificuldades normais e as diferenças individuais. Refletiu sobre os equívocos do ciúme, do apego e lembrou que o amor é uma construção diária, que deve ser regada como uma planta que precisa de adubo, sol e água para florescer.
No dia 12 de junho, o tema escolhido para a palestra foi a paz interior, que é interpretada erroneamente como um estado de contemplação, de ausência de conflitos, de isolamento em um lugar paradisíaco, longe do tumulto e do stress do dia-a-dia.
A paz verdadeira, afirmou Medrado, é a paz da consciência tranquila, do dever cumprido, da serenidade interior, mesmo diante das adversidades da vida.
Assista as duas palestras na íntegra. Encomende o DVD na livraria.
Todos os anos o CEMA comemora o seu aniversário com o médium e orador espírita José Medrado, que vem da Bahia especialmente para proferir uma palestra seguida de pintura mediúnica.
Conheça um pouco mais sobre esse interessante trabalho nesta entrevista realizada com Medrado no 21º Aniversário do CEMA.
Em meados da década de 80, em Salvador, eu fui convidado por um amigo espírita a observar um médium que estava iniciando um trabalho de pintura mediúnica. Quando eu cheguei lá, o espírito de Renoir se apresentou a mim e disse que eu também poderia fazer pintura mediúnica. Eu lhe respondi que eu não tinha o menor pendor para a pintura, para a arte, que nem desenhar eu sabia e que não iria me expor ao ridículo. Renoir me disse que eu estava sendo vaidoso, porque não queria me expor à crítica, e que eu fizesse o teste. Isso foi no dia 20 de dezembro. Eu decidi não fazer o teste. Fui dormir e durante a noite, desprendido do corpo físico, estive com Renoir, Toulouse-Lautrec e Manet na espiritualidade, em um encontro que foi inquietante para mim. Acordei, liguei para aquele meu amigo, pois a mulher dele pintava academicamente, e lhe disse o que tinha acontecido. Ele me disse para ir à casa dele, para fazermos um teste. Assim fizemos e no teste que realizamos , com a 9ª Sinfonia de Beethoven ao fundo, Van Gogh veio e retratou Beethoven. Renoir então me propôs que transformássemos tintas em pães. Disse que essa mediunidade estava trazendo problemas a muitos médiuns e que ele gostaria de fazer esse trabalho comigo, mas que para tal eu teria que assumir esse compromisso. Se eu recusasse, eles se afastariam. Então concordei e firmamos o compromisso de transformar tintas em pães.
Acho que são duas:
Normalmente com os impressionistas, mas há um rol de mais de 100 pintores. Eu faço muito trabalhos também em ateliês, com os clássicos, mas geralmente é com os impressionistas, porque a arte impressionista se propõe mais à demonstração pública.
A preparação, de minha parte, envolve uma concentração, uma mentalização, para entrar em sintonia com eles. Da parte dos espíritos, como eles já trabalham comigo, no instante em que eu me disponibilizo para o trabalho, é como se houvesse o disparo de um alerta: "Medrado está pronto para trabalhar". Então, como eu acredito que venho cumprindo o que nós acordamos, os pintores se aproximam e Renoir, que é o coordenador desse trabalho, os esquematiza para pintar, definido a ordem.
Interessante essa pergunta, talvez ela não seja por acaso. Ontem fui visitar o Museu Nacional de Belas Artes, no centro do RJ, sabia que não teria obras deles, mas queria conhecer. Um pintor carioca que morreu na década de 60, Guimarães Jr., de quem nunca ouvi falar, me apareceu e perguntou o que era preciso para trabalhar comigo, disse que também queria pintar através de mim. Eu lhe disse para conversar com Renoir. Ele me respondeu que Renoir já havia lhe dado o sinal. Então eu lhe disse que ele poderia começar o trabalho. Ou seja, não existe para trabalhar com um novo pintor uma preparação maior da minha parte, é mais o espírito que se apresenta para essa realização.
Sim, o processo mediúnico é muito sutil e tem nuances. Há determinadas técnicas que os pintores precisam apurar, não é só se aproximar do médium. É o caso desse espírito, Guimarães Jr., que, ao se apresentar, relatou que já esteve com Renoir. Ou seja, ele passou por algum tipo de preparação, de estágio, para entender e estar apto ao processo mediúnico.
Eu acredito que há três tipos de visão:
No exterior a valorização da pintura é maior do que no Brasil, porque eles conhecem mais arte. Eles não se empolgam pura e simplesmente com a estética e a assinatura do quadro, mas com as cores utilizadas, com o fato das cores não se misturarem, e com a produção do quadro em si. Eles também notam os temas utilizados, os registros de tons e a abordagem. Como eles conhecem, eles percebem a identificação.
Veja a seguir as fotos das palestras e dos quadros.
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